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| 1617 Julho, 5 - Apógrafo do Tratado de Pero Menino, falcoeiro de D Fernando, a quem o rei encomendou a elaboração de uma obra sobre Falcoaria. O manuscrito original do século XIV perdeu-se conhecendo-se actualmente apenas as cópias do século XVII, entre as quais a mais fidedigna é o exemplar da Biblioteca Nacional de Lisboa . Biblioteca Nacional de Lisboa "[ ] Dom Fernando pela graça de Deus Rey de Portugal e dos Alguarves mandou a Pero Minino, seu falcoeiro, que lhe fizesse hum livro de falcoaria no qual fosse escrito e declarado todas as doenças dos falcões e os nomes dellas, en que maneira se seguião e que sembramte faz o falcão ou ave a cada dor, eper que a o caçador deva conhecer, e per que guiza se deve curar e que mezinhas lhe devem ser feitas e per que guiza outrosy dos embargos, que às aves vem das feridas abertas, e como hão de ser cozeitas ou não, ou doença que não são abertas e que compre que se abrão, e per que guiza devem ser abertas, e que soldas e que unguentos devem daver, e das pernas quebradas e das asas, e que emprastos hão mister, e per que guiza hão de ser liados, de guiza que a liadura seja firme. E logo en esta tavoa que se adiante segue, escrevi as dores que pude e soube conhecer; outrosy declararey en tal maneira que cada caçador, que desta arte queira uzar, possa ser mestre de curar sua ave; e na segunda tavoa sam postas as soldas e mezinhas que às dores são compridouras [...]" Tavoa dos capitolos das dores dos Falcões
Tavoa das mezinhas e soldas que sam compridoiras em emfermidades dos falcões e das outras aves caçadoras
1616 Portada do tratado de Diogo Fernandes Ferreira, intitulado A Arte da caça de Altaneria, impresso em Lisboa e dedicado a D. Francisco de Mello, Marquês de Ferreira e Conde de Tentúgal. Biblioteca Nacional de Lisboa. "Quando me dispuz a escrever esta sciencia da caça de altaneria, meu principal intento foi mostrar aos meus naturaes uma arte com a qual fugissem à ociosidade, e os príncipes e senhores tivessem homens scientes e praticos que os soubessem nella servir com satisfação e agradar com experiencia."
1844-1853 Traité de Fauconnerie dos autores holandeses H. Schlegel e A. H. Verster de Wulverhorst que encerra esta mostra documental. As reproduções das gravuras que apresentam as várias espécies de falcões utilizadas nesta exposição são aguarelas de Wolf, conservadas, actualmente, no Museu de História Natural de Paris e elaboradas para ilustrar esta publicação oitocentista de uma arte plurissecular. Museu de História Natural de Paris.
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